mbl

Eleições 2018 e a busca por outsiders

Compartilhe

Política e finanças andam juntas. Por essa razão, a Levante convidou Marcelo Castro e Eric Balbinus, do MBL, para escreverem juntos uma newsletter semanal sobre temas políticos. Esta é a primeira edição, enviada por e-mail no último domingo (14). Para receber diretamente no seu e-mail, cadastre-se aqui.

Com o fim do prazo para a filiação partidária aos que desejam concorrer às eleições deste ano, a incessante busca dos partidos por um candidato com perfil de outsider – alguém de fora do meio político – se encerrou sem tantas novidades assim.

Buscando emular o estrondoso sucesso de Donald Trump nas urnas – e apenas nas urnas – partidos de todos os espectros políticos fizeram nos últimos meses uma incansável busca por nomes de não-políticos famosos e com histórias de sucesso em suas respectivas áreas para concorrerem ao principal cargo da República; O resultado, para a maioria, foi desanimador. Cortejado como candidato dos sonhos por partidos como PPS e Democratas o apresentador de TV Luciano Huck, após negar duas vezes e não convencer ninguém, está agora oficialmente fora do pleito eleitoral por não ter filiação partidária. O técnico de Vôlei Bernardinho, que chegou a ser cogitado pelo PSDB e pelo Novo em algo que parecia mais um devaneio do que uma probabilidade real, acabou também fora da disputa: o Novo, partido ao qual é filiado, lançou o insosso nome de João Amoedo para disputar o pleito.

Alguns partidos tiveram uma sorte diferente, porém: o PSB conseguiu a dois dias de acabar a janela eleitoral filiar o ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, sem, porém, lança-lo oficialmente como pré-candidato. O PRB filou e já anunciou como pré-candidato o empresário Flávio Rocha, da Riachuelo. Os dois deverão disputar públicos distintos, Barbosa à centro-esquerda, defendendo uma política progressista nos costumes e intervencionista na economia e Rocha no espectro oposto: na posição de um conservador clássico, que defende uma economia liberal e uma atuação política de centro-direita. O PSDB, por sua vez, pode ser forçado a adotar esta via já que seu candidato número um, dois e três Geraldo Alckmin pode ser implicado por um suposto recebimento de propina da Odebrecht abrindo uma Avenida para o – não mais tanto assim – outsider João Dória ocupar a vaga do partido no pleito presidencial.

A questão crucial que fica aqui é: num país acostumado a eleger gerações e gerações de Sarneys, Magalhães e Calheiros, há realmente espaço para um outsider na política? A ver.

Compartilhe

Recomendado para você

Quando a falta de atenção é irracional

Ser desatencioso pode ser custoso. Muitas pessoas pagam multas e juros por não atentarem à data de pagamento da fatura do cartão de crédito. Muitos pagam…

Não há luz no fim do túnel da política

Em um momento político tão conturbado, é natural que algumas perguntas fiquem sem respostas. Ou melhor, é natural que muitas perguntas fiquem sem respostas na política…

Fechar Menu

Receba agora nossos Relatórios Exclusivos

Fechar Painel