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Poupança ou Tesouro: onde investir?

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A caderneta de poupança ainda é a queridinha de milhões de investidores brasileiros. No entanto, um outro tipo de investimento ganhou destaque nos últimos anos, o Tesouro Direto. Por essa razão, muitos se perguntam sobre qual investimento é mais vantajoso: Poupança ou Tesouro Direto?

Nos últimos anos, investir na poupança foi uma péssima opção por conta da elevada taxa de juros que o Brasil tinha (a Selic chegou a bater os 14,25%). Em 2015, por exemplo, esse tipo de investimento chegou até mesmo a ter um ganho real negativo, tendo a sua rentabilidade inferior à inflação.

O contexto atual de queda na taxa de juros fez com que alguns investidores voltassem a se questionar sobre aplicar na poupança ou no Tesouro Direto, seu “concorrente direto”. No texto abaixo vamos detalhar conceitos importantes e tirar a dúvida sobre qual dos investimentos é melhor.

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O que é o Tesouro Direto?

Antes de entrar em mais detalhes, vamos começar com o básico: explicando o que é esse tal de Tesouro Direto e como ele foi pensando em você, cidadão que quer fazer o seu dinheiro crescer, mas não sabe como.

Basicamente, ele é um programa do Tesouro Nacional e da B3 (antiga BM&F Bovespa) para compartilhar com qualquer brasileiro a negociação de títulos públicos federais de uma forma simples, rápida e online. Dessa forma, você empresta seu dinheiro ao Governo Federal, que precisa captar dinheiro para financiar seus projetos, e recebe ele lá na frente com as devidas correções.

A ideia de seus criadores, lá em 2002, era democratizar o acesso a esse tipo de títulos, que antes eram restritos a fundos de renda fixa que cobravam fortunas de taxa de administração e estavam longe de ser aplicações atrativas. E o investimento mínimo é muito baixo. Se você tem R$ 30,00 parados, já pode começar a investir!

Como as opções são muito variadas e de risco muito baixo, o Tesouro é acessível e indicado para todos qualquer tipo de perfil de investimento e objetivo financeiro. A rentabilidade oferecida é grande, inclusive com opção de liquidez diária. Por esse motivo, ele é visto como a aplicação de menor risco do mercado.

Tesouro Selic: liquidez e rentabilidade

O Tesouro Selic é um título público pós-fixado que paga conforme a taxa Selic (a taxa básica de juros), recomendado para quem não sabe quando precisará dos valores aplicados e precisa ter a possibilidade de resgate sem perda de rendimentos. É a opção com o menor risco dentre todas do Tesouro.

Mas antes de investir, fique atento às duas taxas cobradas nas transações de títulos do Tesouro Direto: uma de custódia (cobrada pela BM&FBOVESPA), referente aos serviços prestados, e uma de corretagem (cobrada pela instituição escolhida). Em geral, elas são significativamente mais baixas do que as cobradas em outros produtos de renda fixa oferecidos no mercado.

Custódia: A BM&FBOVESPA cobra taxa de 0,3% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Esta taxa é provisionada diariamente a partir da liquidação das operações de compra.

Corretagem: A taxa cobrada pela instituição financeira é livremente pactuada com o investidor. Cada agente determina seu valor conforme suas necessidades. Corretoras independentes podem ser isentas de taxa ou cobrar até 0,1%, enquanto às ligadas a banco chegam a cobrar até 0,5% por movimentação. Para saber quais são as melhores opções, acesse o site do Tesouro Direto e analise o ranking com as taxas cobradas por cada instituição.

O que é a Poupança?

No Brasil, as contas de poupança também são chamadas de “cadernetas”, sendo historicamente destinadas à pequenos depositantes e investidores financeiros. Geralmente não concede uma remuneração atraente aos depositantes em função do uso de um redutor calculado sobre os juros.

A caderneta de poupança é o investimento mais comum do brasileiro, justamente por ser considerado de altíssima segurança. Mas, como já dissemos algumas vezes, em se tratando de investimentos, segurança é sinônimo de baixa rentabilidade. A rentabilidade da poupança é definida pelo Banco Central. Sendo assim, todos os bancos são obrigados a praticar a mesma correção para esse investimento.

O rendimento proporcionado pela poupança é baixo, chegando a perder da inflação. Em 2015, por exemplo, quem aplicou na caderneta perdeu 2,28% de seu poder de compra. Em 2016, o ganho real (sem contar a inflação), foi de apenas 1,9% no ano.

Parece pouco, não? E é. Esses rendimentos não são a exceção: com o cálculo de rentabilidade atual, a poupança nunca será uma maravilha. E mais: não há nenhuma previsão de curto prazo que projete boas perspectivas.

A rentabilidade da poupança é fixa, definida por lei. As cadernetas rendem 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR). A regra muda quando a Selic estiver abaixo de 8,5%. Neste caso, a remuneração passa a ser 70% da taxa básica de juros.

Tesouro Selic x Poupança: em detalhes

Poupança

– Possui cobertura do FGC (até R$ 1 milhão por CPF e por instituição financeira poderão ser restituídos)

– Isenção de imposto de renda para pessoas físicas

– Resgates fora da data de aniversário não recebem juros entre a última data de aniversário e a data de resgate

– Aceita aplicações de valor baixo

– A remuneração ocorre apenas uma vez por mês, no aniversário do depósito. Assim, se você simplesmente decidir resgatar o saldo de uma hora para a outra, pode perder todo o rendimento dos últimos dias

Tesouro Selic

– Título Público Federal indexado à Taxa Selic

– Pessoas físicas podem comprar ou vender este título através do Tesouro Direto

– Vendas feitas pelo investidor podem ser feitas todos os dias

– É necessário ter conta em corretora para negociar

– Imposto de renda pela alíquota regressiva (15% a 22,5%, dependendo do tempo que o dinheiro ficar investido)

– Baixo risco de crédito: o investidor é credor do governo federal

– Há uma diferença entre as cotações de compra e de venda

– A liquidez do Tesouro Direto é alta, de D+1. O Banco Central compra qualquer título antes do vencimento e paga o resgate em um dia útil.

Poupança ou Tesouro: afinal, onde devo investir?

A conclusão é que investir no Tesouro Selic apresenta uma melhor rentabilidade do que na poupança na maior parte do tempo, independentemente de como está a taxa básica de juros ou quaisquer outros fatores.

Investir na poupança não é mais seguro do que o Tesouro Direto. Na primeira opção, você empresta seu dinheiro para instituições privadas. Na segunda, para o Governo Federal. Ou seja, o risco de crédito é muito maior na caderneta, embora exista uma proteção eficiente.

Sendo assim, podemos dizer que a poupança apresenta uma falsa sensação de segurança e garantia. O que você “economiza” ao não pagar impostos, você perde em rentabilidade. Além disso, atente-se sempre para o fato de que a caderneta só paga os rendimentos totais na data de aniversário. Se você faz o resgate antes da data, perde dinheiro mais uma vez.

Se o seu objetivo é aumentar o patrimônio e ver o seu dinheiro crescer, recomendamos que você abandone a poupança. Para investimentos que demandem liquidez (caso você precise retirar algum valor antes do vencimento), a melhor opção é o Tesouro Selic.

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Fique atento aos nossos conteúdos para aprender a diversificar as suas aplicações também em diferentes tipos de rentabilidades, principalmente no Tesouro Direto. Agora que você leu o nosso artigo, ficou mais fácil de responder à pergunta: poupança ou Tesouro? Compartilhe esse conteúdo nas suas redes sociais e ajude outras pessoas a acabar com esse tipo de dúvida.

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