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As armadilhas que o impedem de ficar rico

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E se houvesse uma opção que pudesse evidenciar quais as armadilhas que o impedem de ficar rico, você consideraria essa alternativa? Queremos acreditar que sim, pois o ato de ganhar dinheiro certamente é um dos maiores objetivos de muita gente e, se você está aqui, é o seu com certeza.  Mas como alcançar esse objetivo se continuamente caímos em armadilhas na nossa vida financeira? Como ficar rico se continuamos perdendo dinheiro por não conhecer muito bem os melhores investimentos?

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Eis que uma das opções é consultar profissionais com o conhecimento sobre como ficar rico. Ninguém sabe e ninguém precisa saber de tudo. Cientes disso, um termo em voga nos dias de hoje é o de “delegar”. Exemplo Se o Presidente da República não domina todos os temas importantes para o crescimento do país, ele deve delegar essa missão aos especialistas das áreas competentes.

O mesmo vale para tudo na vida, inclusive no caminho para evitar as armadilhas que o impedem de ficar rico.

São esses profissionais do ramo de investimento que vão te alertar sobre aquela compra irresistível por impulso. Ou então a tentação de ser ‘fisgado’ pela facilidade do parcelamento no cartão de crédito na hora de fazer suas compras. São tantas as ‘pegadinhas’ no nosso dia a dia que a chance de ficar rico cada vez mais se afasta, mesmo que você disponha de talento excepcional em sua esfera de atuação.

São esses profissionais do ramo de investimento que vão te alertar sobre aquela compra irresistível por impulso. Ou então a tentação de ser ‘fisgado’ pela facilidade do parcelamento no cartão de crédito na hora de fazer suas compras. São tantas as ‘pegadinhas’ no nosso dia a dia que a chance de ficar rico cada vez mais se afasta, mesmo que você disponha de talento excepcional em sua esfera de atuação.

Armadilhas da mente que o impedem de ficar rico

Um campo ainda pouco abordado no Brasil é como o nosso emocional impacta as nossas decisões de investimento. São diversas situações que atingem diretamente o seu bolso por conta das atitudes que tomamos.

Apesar de boa parte de nosso aprendizado ser com os nossos próprios erros e acertos – no economês, é conhecido como skin in the game, ou seja, sua perspectiva muda quando sente a perda ou ganho na pele – é possível também aprender a partir de nossos impulsos naturais.

Como ganhar dinheiro driblando nossa mente?

Os estudos nesse campo são conhecidos como finanças comportamentais: o entendimento do comportamento econômico e tomada de decisão das pessoas no mercado financeiro.

Devido às avaliações incompletas da realidade (ninguém sabe de tudo), acabamos cometendo erros por meio de “vieses”, que são os atalhos da mente que induzem ao erro. Para ilustrar, irei apresentar frases bem conhecidas e quais são os vieses por trás de cada uma.

Preste muita atenção em cada uma delas, pois essas situações são preponderantes para cair, ou não, nas armadilhas que o impedem de ficar rico:

Não aceito rendimentos menores do que 2% ao mês

A explicação é a de que não conseguimos avaliar valores absolutos, sempre precisamos de um ponto de referência. Vamos tentar ter esse ponto consciente ou inconscientemente. Esse ponto de referência é um viés, a ancoragem. O valor de 2% é uma âncora, um ponto de referência.

Por exemplo, em anos de Bolsa de Valores em alta, as pessoas ficam com um rendimento em mente e, quando o cenário se inverte, não se conformam porque já tem determinado valor como parâmetro. Mas não são apenas rendimentos passados os utilizados como indicadores, já que até valores de conversas, que ficam no subconsciente, podem ser utilizados como âncoras.

“Comprei na alta e vendi na baixa”

Essa prática pode ser justificada pelo comportamento de manada. (Se quiser saber mais sobre o tema, leia o texto que a minha colega Marcela Kasparian publicou aqui). Esse efeito ocorre tanto em momentos de euforia nos investimentos na Bolsa de Valores (quando todos compram) como em momentos de crise (quando todos querem sair de uma só vez por uma porta estreita).

Seguimos os outros porque a imitação é o primeiro método de aprendizado que o ser humano tem. Desde criança aprendemos imitando. Por isso, mantemos o comportamento, que é reforçado em momentos de incerteza. Quando muita gente já aderiu ou uma autoridade chancela uma ideia, somos levados a fazer o que os outros estão fazendo.

Por isso, desconfie quando o jornal das 20h noticiar o investimento da vez! Pode ser tarde demais…

“Por que é tão difícil pensar no longo prazo?”

Durante a maior parte da história humana, nossos ancestrais buscavam sobreviver a cada situação guiados por seus instintos. Quem avaliava demais, com muito cuidado, não sobrevivia – o leão comia, literalmente. Isso ficou como uma marca muito grande, que ainda não conseguimos superar totalmente.

Com isso, ainda somos impulsivos e guiados pelo viés do presente e do agora!

Por que somos levados por tantos vieses?

Essencialmente, porque nossas atitudes são guiadas por nossos impulsos, instintos e emoções. Quando estamos diante de alguma situação, nossa primeira reação é inconsciente e de caráter afetivo: isso irá me satisfazer já ou me frustrar? E tomamos as nossas decisões se gostamos ou não.

Se gostarmos, criamos um cenário otimista de que irá dar certo e seguimos em frente. É um sistema automático de avaliação e percepção.

Os dois sistemas da mente humana

Aliado ao funcionamento de nossa mente por meio de dois sistemas (tese do vencedor do Nobel de Economia Daniel Kahneman) para tomar decisões. O sistema 1 é o que agimos rápido, sem pensar, por impulso e que pode nos fazer cair em ciladas. É bom para quando vamos dirigir, por exemplo, e não precisamos pensar no passo a passo, seguindo no automático.

Já o sistema 2 é mais complexo porque devemos prestar atenção, comparar duas alternativas, ou seja, dá mais trabalho. Operar o sistema 2 é fundamental, apesar de não ser viável o tempo todo. Para temas importantes como a sua vida financeira é fundamental seguir as recomendações com a avaliação do que realmente faz sentido para você.

O ponto de equilíbrio

Além disso, ter atenção não significa dizer que é para monitorar as suas finanças a cada minuto, para não mudar tanto de posição e errar também. O ponto de equilíbrio é o ideal entre não deixar no piloto automático nem ficar olhando o tempo todo.

Não é simples! Felizmente, há opções para não cair nas armadilhas que o impedem de ficar rico.

Como entender quais são os investimentos onde você aplicará, não é preciso saber o que vai acontecer – entre nós: ninguém realmente sabe – mas saber o que é, é essencial. O melhor é conter o impulso em seguir a dica quente do amigo e avaliar como funciona o produto financeiro que ele está recomendando.

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E para você, o que motiva as suas escolhas financeiras? Conte para nós e vamos avaliar se você está seguindo um caminho frutífero ou se está caindo em armadilhas que o impedem de ficar rico! E se gostou do artigo, compartilhe nas suas redes sociais e leve conhecimento financeiro para outras pessoas da sua rede para que o maior número de pessoas possível saiba como investir melhor. E se quiser tirar dúvidas ou fazer sugestões, envie um e-mail para glenda.ferreira@levante.com.br.

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